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Setor Leigos promove seminário para os responsáveis pela formação nos movimentos eclesiais 17/05/2012
A Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato promove entre os dias 1º e 3 de junho um Seminário para os responsáveis pela formação desenvolvida nos movimentos, associações e serviços eclesiais. O objetivo do evento é promover a partilha e o diálogo sobre o projeto formativo dos movimentos eclesiais. O evento será em Vargem Grande Paulista (SP), na casa Mariápolis Ginetta.O convite é para que participem dois representantes de cada movimento. Os organizadores enfatizam que tal representante deve ser membro da coordenação ou seja docente nos projetos formativos da entidade.Cada movimento deverá trazer para o encontro uma apresentação, de no máximo dez minutos de duração, sobre o seu projeto de formação. “Esperamos contar com a presença dos Movimentos, das Associações Laicais e dos Serviços Eclesiais para fortalecer o diálogo e a comunhão”, afirma o presidente da Comissão para o Laicato, dom Severino Clasen, que enviou carta convite para todas as comunidades.As inscrições podem ser feitas até o dia 25 de maio pelo site www.cmginetta.org.br, usando a senha cnbbleigos. O valor das diárias é de R$ 130,00 (Cento e trinta reais), mais a taxa de inscrição de R$ 30,00 (Trinta reais), com o pagamento sendo realizado no local do evento.Igreja do Brasil se prepara para um profundo debate nacional sobre a Missão 17/05/2012
A Igreja no Brasil prepara o seu 3º Congresso Missionário Nacional (3º CMN), marcado para os dias 12 a 15 de julho em Palmas (TO). A iniciativa é das Pontifícias Obras Missionárias (POM), Conselho Missionário Nacional, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).Em pauta estarão temas como a missão diante de um mundo secularizado; a relevância do Vaticano II e o compromisso com a missão aqui e além-fronteiras. O Congresso de Palmas reunirá cerca de 600 pessoas representantes dos Regionais e Organismos missionários, e servirá como preparação do Brasil para o 4º Congresso Missionário Americano – CAM 4 – Comla 9, marcado para 2013, em Maracaibo, na Venezuela.
O objetivo geral do encontro é “assumir a dimensão universal da missão, guiados pelo Espírito, a serviço do reino, à luz do Concílio Vaticano II e da caminhada latino-americana em vista do Cam4 – Comla 9”.
Para dom Pedro Brito Guimarães, arcebispo de Palmas e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, sediar um Congresso Missionário Nacional será um privilégio e uma bênção: “Este Congresso é uma chuva de bênçãos para Palmas e para o Tocantins”, disse.
Em entrevista ao programa brasileiro da Rádio Vaticano, o diretor nacional das POM no Brasil, padre Camilo Pauletti, falou especificamente sobre as dificuldades missionárias na Amazônia. Para ele, as dificuldades econômicas e políticas, ao lado do descaso dos poderes públicos, da cobiça dos madeireiros e da invasão das terras indígenas são desafios que requerem a presença missionária e profética da Igreja.
“A Amazônia do Brasil tem um conjunto que soma 57 dioceses. As distâncias, as dificuldades econômicas, um povo que vive um pouco mais afastado e abandonado pelo poder público, tudo isso requer uma atenção maior. Além disso, é uma região cobiçada por pessoas que são gananciosas em relação à natureza, a retirada da madeira, a exploração dos rios e minérios, da invasão das terras indígenas. Diante disso, a presença da Igreja tem que ser profética e que venha a defender as pessoas, atender esse povo mais simples e mais pobre”, destacou o diretor das POM.
Segundo o padre Pauletti, “o nosso trabalho missionário enfrenta diversos desafios, mas estão firmes com as obras missionárias, com as animações missionárias e com a formação missionária. Realmente, a Amazônia, também é um desafio no sentido dos recursos humanos e materiais. Pouco a pouco as regiões sul e sudeste do Brasil estão manifestando solidariedade com a Amazônia, mas precisamos crescer mais”.
A CNBB, por sua vez, também se volta para a Amazônia, e vários motivos se colocam ao redor desta preocupação. O interesse pela Amazônia assumiu tanto significado e urgência que na 41ª Assembleia Geral, em 2003, por unanimidade, tomou-se a decisão de formar uma Comissão Episcopal da Amazônia.
Em junho de 2011, a CNBB nomeou como presidente desta Comissão o cardeal Cláudio Hummes, prefeito emérito da Congregação para o Clero. Dom Jaime Vieira Rocha, bispo de Campina Grande (PB) também compõe a Comissão Episcopal, que tem como membros: dom Erwin Krautler, bispo da Prelazia do Xingu (PA), dom Moacyr Grechi, arcebispo emérito de Porto Velho (RO) e dom Sérgio Castriani, bispo de Tefé (AM).
Dom Cláudio Hummes diz que a Comissão tem duas grandes finalidades: uma é manter a Igreja, ou seja, os bispos espalhados pelo Brasil, interessados na Amazônia, que não se esqueçam da Amazônia, “e com eles, ver o que se pode fazer para que a Igreja na Amazônia seja bem sustentada e assistida por nós como irmãos no Episcopado. A segunda é a própria Igreja na Amazônia, com tudo o que são seus grandes projetos, seu crescimento, suas alegrias e tristezas; digamos, suas aspirações e suas carências. Além disso, é claro, é preciso acompanhar, estar ali junto, como um irmão que quer estar a serviço”.
5ª Semana Social Brasileira é lançada no Ceará 17/05/2012
O lançamento oficial da 5ª Semana Social Brasileira (SSB) no Ceará acontecerá amanhã, dia 18 de maio, das 8h às 16 horas, na Faculdade Católica de Fortaleza, na Rua Tenente Benévolo, 201, Centro, Fortaleza. Deverão participar as pessoas de diversas comunidades atingidas por grandes projetos sociais, dando continuidade ao Seminário ocorrido em Setembro do ano passado, onde foi iniciado um processo de levantamento sobre os Impactos desses Projetos de “desenvolvimento”.A Semana Social Brasileira tem como objetivo realizar um processo amplo de debate em torno da democratização do Estado. A 5ª Semana é uma atividade que quer aglutinar forças organizadas da sociedade, reunir sujeitos sociais para dar curso as lutas e conquistas do povo. De acordo com Regilvânia Mateus, da Cáritas Regional Ceará “a semana é acima de tudo um momento de articulação das forças sociais, como pastorais e movimentos sociais, um momento de parar pra pensar, retomar a construção de um projeto popular para o Brasil”.
A 5ª SSB pretende reunir organizações sociais e a Igreja para partilhar suas experiências do “Bem Viver”. Mais do que discutir o Estado pretende-se discutir a sociedade. A aposta é que a sociedade tenha organização e força política para propor o Estado que quer – para quê e para quem.
A 5ª Semana tem como tema “A participação da sociedade no processo de democratização do Estado – Estado para quê e para quem?”. A mesma é um evento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e é organizada pela Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz.
Cardeal Marc Ouellet fala do lançamento do novo site da CAL 17/05/2012
O cardeal Marc Ouellet, presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina (CAL), publicou sua carta de boas-vindas aos usuários do novo site da instituição. O site www.americalatina.va foi aberto para “reforçar as relações com toda a América, criando pontes de comunicação cada vez mais efetivas e ao mesmo tempo, recolher o palpitar da Igreja que peregrina na terra de santos como Juan Diego, Frei Galvão ou Rosa de Lima”.A finalidade do novo site, explica o cardeal, é levar os ensinamentos do Santo Padre diretamente ao “Continente da Esperança”.
A respeito do novo site, o cardeal adianta que deseja que a página seja um meio de comunicação com todos e cada um dos bispos da América Latina, com organismos, comunidades e movimentos, com quem se interessa pela missão da Igreja no continente da esperança: “Que seja de utilidade para os dicastérios e organismos da Cúria Romana, como fonte de informações, reflexões e programas, além de difusão das próprias orientações e atividades”.
Na mensagem, o cardeal Marc Ouellet faz uma análise da recente visita de Bento XVI a Cuba e México: “dias inesquecíveis de alegria e esperança nos quais o papa abraçou idealmente todos os povos latino-americanos. Aquela viagem apostólica pode ser considerada também como a apresentação do Ano da Fé na América Latina. “A Igreja vive para fazer os demais partícipes de Jesus Cristo, esperança e glória, anúncio que foi o enfoque de toda a viagem. E é esta a prioridade da Igreja”, disse.
Em sua reflexão, o cardeal ressalta que isso não significa ignorar as dramáticas circunstâncias dos países visitados, como a violência gerada pelo narcotráfico e o consumo de drogas, as situações de pobreza, os sofrimentos provocados pela imigração, as limitações à liberdade, inclusive de religião, os encarcerados, as famílias desintegradas e os jovens sem esperança.
“Bento XVI enfrentou tais problemáticas com realismo e valentia, assumindo os sofrimentos e as esperanças que comportam. E o serviço que a Igreja pode prestar na vida das pessoas, famílias e povos é fundamental, precioso e insubstituível”, afirma o cardeal Ouellet.
CNBB promove missa para parlamentares 17/05/2012
Nesta quinta feira, 17, foi celebrada na capela de Nossa Senhora Aparecida, na sede da CNBB, a missa dos parlamentares. A celebração eucarística contou com a presença de Deputados e Senadores de diversos partidos. A missa foi presidida por um dos assessores da Comissão Episcopal Pastoral a Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, padre Nelito Nonato Dornelas.A celebração da eucaristia com a participação dos parlamentares é tradicional na CNBB. Organizada pela Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP) e pela assessoria de política, é celebrada sempre na terceira quinta-feira de cada mês, às 8h.
Deputados, senadores, assessores parlamentares e familiares sempre participam da missa, e de uma pequena confraternização que ocorre após a celebração.
Setor Universidades conta com jovens colaboradores para promover articulação nacional 17/05/2012
O grupo de colaboradores do Setor Universidades (SU) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é formado predominantemente por jovens universitários e recém-graduados que colocam seus conhecimentos a serviço da missão da Igreja. O Setor tem como bispo referencial dom Tarcísio Scaramussa, bispo auxiliar de São Paulo (SP), e como assessora nacional, irmã Maria Eugenia Lloris Aguado. O setor conta também com a energia dos jovens colaboradores para atuar em vários os estados brasileiros.Alexssandro Domingues de Lima, que é um dos primeiros colaboradores do Setor Universidades, lembra como tudo começou e conta como atua hoje nas universidades da sua região levando a outros jovens a missão do Setor que nasceu para promover a integração e o diálogo entre diferentes experiências e iniciativas cristãs atuantes nas Instituições de Ensino Superior do Brasil. “Recentemente, recebi o convite da Pastoral Universitária da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) para realizar uma oficina sobre Juventude e Comunicação durante a primeira edição dos Fóruns da Juventude. Durante a oficina partilhei minhas experiências dentro do Setor Universidades e pude compartilhar a dimensão que isso tomou em minha vida”, conta o jovem formado em Redes de Computadores na própria PUCPR.
O jovem continuou sua palestra afirmando que atualmente faz parte do grupo de colaboradores “facilitando o contato do Setor com os universitários e com as diferentes instituições por meio de experiências formativas, projetos concretos e mídias digitais que incentivam a promoção do Reino de Cristo nos ambientes de Ensino”.
Assim como Alexssandro, vários jovens colaboram com o trabalho de articulação do Setor Universidades nos Regionais da CNBB. Entre os colaboradores estão jovens de Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Florianópolis (RS), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Londrina (PR), Manaus (AM), Pará de Minas (MG), Salvador (BA), São Paulo (SP) e Vitória (ES).
De acordo com os jovens colaboradores, uma das coisas mais marcantes no projeto do Setor é a possibilidade de se construir uma grande rede de contatos formada com estudantes de todas as partes do país. “A experiência de partilhar a fé e a comunhão entre pessoas de diferentes culturas regionais é fundamental para o sucesso dessa experiência”, afirma Alexssandro.
EBRUC 2012
Com a proximidade do 2º Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos (EBRUC 2012), todos os colaboradores do Setor Universidades estão ainda mais envolvidos e animados não só com a possibilidade de reencontro entre eles, mas, sobretudo, pela oportunidade de construção de novos contatos para enriquecer ainda mais a grande rede nacional que é o Setor Universidades.
Na última reunião dos coordenadores do 2º EBRUC, foi definido que as inscrições para o encontro deverão ser feitas a partir de 1º de junho no site da CNBB. O valor da inscrição será de R$ 70,00. O 2º EBRUC é organizado pelo Setor Universidades da CNBB e será realizado em Curitiba, entre nos dias 12, 13 e 14 de outubro. São esperadas aproximadamente 500 pessoas vindas de várias partes do Brasil.
ento XVI assiste novo filme sobre a vida da Virgem Maria 17/05/2012
O Papa assistiu no Vaticano o novo filme ”Maria de Nazaré”Um filme desafiador que destaca aquele “Eis me aqui”, sem reservas, de Maria a Deus. Foi uma das impressões que o Papa Bento XVI teve ao assistir, na tarde dessa quarta-feira, 16, no Vaticano, o filme “Maria de Nazaré”.O filme que conta a história dessa mulher que alcançou graças do Céu, se coloca diante de Deus como sua serva e tem coragem de mudar de estrada para escolher a Cristo. Mas outras figuras femininas também são retratadas na obra: Herodíades e Maria Madalena.
Herodíades, comentou o Papa, permanece fechada em si mesmo, no seu mundo, “não consegue levantar seu olhar para ler os sinais de Deus”. Maria Madalena inicialmente é submetida “ao fascínio de uma vida fácil” e usa vários meios para conseguir seus objetivos até o momento que “encontra Cristo e abre seu coração, muda sua existência”.
“Três experiências, uma paradigma de como se pode definir a vida: sobre o egoísmo, fechado em si mesmo e nas coisas materiais, deixando-se guiar pelo mal, ou pelo sentido da presença de um Deus que veio e permanece no meio de nós, que nos atende com bondade se erramos e nos chama a segui-lo e confiar Nele”, destacou o Papa.
Para Bento XVI, Maria de Nazaré é uma mulher que diz um sim “pleno e total à vontade divina”, que não estremece nem mesmo diante da dor da perda do Filho, encontrando, por sua vez, “a beatitude plena e profunda”.
“Nela está a riqueza de uma vida, foi um ‘eis me aqui’ a Deus. É uma mãe que tinha o desejo de ter sempre consigo o próprio Filho, mas sabe que é de Deus; há uma fé e um amor tão grande ao aceitar Sua partida e o cumprimento de sua missão; é um repetir aquele ‘eis me aqui’ a Deus da Anunciação até a Cruz”, ressaltou o Pontífice.
O Santo Padre parabenizou ainda os responsáveis pela obra cinematográfica e todo o elenco. A obra do diretor italiano Giacomo Campiotti, é uma coprodução de RaiFiction, Lux Vide, BetaFilm, Tellux, Bayerischer Rundfunk e Telecinco Cinema. O elenco é constituído por atores e atrizes de vários países, como Paz Vega, Antonia Liskova, Andrea Giordana e Sergio Muñiz, com Alissa Jung no papel de Maria.
O filme não tem previsão para chegar ao Brasil.
Papa aponta 3 conquistas de quem é conduzido pelo Espírito Santo 17/05/2012
Papa saúda peregrinos presentes na Praça São Pedro, no Vaticano, para a Catequese desta quarta-feira, 16Após ter dedicado as últimas catequeses sobre a oração nos Atos dos Apostólos, o Papa Bento XVI anunciou que a partir desta quarta-feira, 16, as próximas catequeses refletirão sobre a oração nas cartas de São Paulo.O Santo Padre destacou que um primeiro elemento ensinado pelo apóstolo Paulo é que a oração não deve ser vista como uma “simples boa obra” que as pessoas fazem para Deus mas, antes de tudo, é um dom, fruto da presença vivificante do Pai e de Jesus Cristo em cada um.
Sabemos que é verdadeiro o que diz São Paulo, na carta aos Romanos, afirmou Bento XVI, de que “não sabemos rezar de modo conveniente” (Rm 8, 26). “Queremos rezar, mas Deus está distante, não temos as palavras, a linguagem para falar com Deus, nem mesmo o pensamento. Podemos somente nos abrir, colocar o nosso tempo à disposição de Deus, esperar que Ele nos ajude a entrar em verdadeiro diálogo”, explicou o Papa.
Mas é exatamente essa falta de palavras e também o desejo de entrar em contato com Deus, que é “a oração que o Espírito Santo não somente entende, como leva e interpreta diante de Deus”, disse o Santo Padre explicando as palavras do apóstolo. “Exatamente essa nossa fraqueza se torna, através do Espírito Santo, verdadeira oração, verdadeiro contato com Deus. O Espírito Santo é quase um intérprete que faz com que Deus entenda aquilo que queremos dizer”, ressaltou.
Bento XVI destacou também três consequências na vida dos cristãos quando se deixam conduzir pelo Espírito Santo.
A primeira é que com a oração a pessoa experimenta a liberdade doada pelo Espírito: “uma liberdade autêntica, que é liberdade do mal e do pecado, para o bem e para a vida, para Deus”. O Papa explicou que sem a oração animada pelo Espírito, que alimenta a cada dia a intimidade dos fiéis com Cristo, esses permanecerão na condição descrita pelo Apóstolo: “não fazemos o bem que queremos, mas sim, o mal que não queremos” (Rm 7, 19).
Uma segunda consequência, de acordo com o Santo Padre, é que “o relacionamento com o próprio Deus se torna tão profundo” ao ponto de não ser corrompido por nenhuma realidade ou situação. “Compreendemos então que com a oração não somos liberados das provas ou dos sofrimentos, mas podemos vivê-los em união com Cristo, com os seus sofrimentos, na perspectiva de participar também da sua glória” (Rom 8,17), enfatizou.
E o terceiro ponto é que a oração do fiel se abre às dimensões da humanidade e de toda criação, se torna intercessão pelos outros e assim, ele libera a si mesmo, para ser canal de esperança para toda criação (cf. Rm 8, 19). “A oração, sustentada pelo Espírito de Cristo que fala no íntimo de nós mesmos, não fica nunca presa em si mesma, não é somente uma oração por mim, mas se abre à divisão dos sofrimentos do nosso tempo, dos outros”, disse Bento XVI.
Por fim, o Papa destacou que São Paulo ensina os cristãos quanto ao dever de se abrirem na oração à presença do Espírito Santo, “o qual reza em nós com gemidos inexprimíveis para nos levar a aderir a Deus de todo o coração”.
“O Espírito de Cristo se torna a força da nossa oração ‘fraca’, a luz da nossa oração ‘apagada’, o fogo da nossa oração ‘árida’, doando-nos a verdadeira liberdade interior, ensinando-nos a viver enfrentando as provas da existência, na certeza de não estarmos sós e abrindo-nos aos horizontes da humanidade e da criação”, concluiu.
Catequese Bento XVI – Oração Cartas de Paulo (1) 17/05/2012

Queridos irmãos e irmãs,
Nas últimas catequeses refletimos sobre a oração nos Atos dos Apóstolos, hoje gostaria de começar a falar sobre a oração nas cartas de São Paulo, o apóstolo dos gentios. Antes de tudo, queria fazer notar como as suas cartas sejam introduzidas e se fechem com expressões de oração: no início agradecimento e louvor, e no final, desejo de que a graça de Deus guie o caminho das comunidades as quais é endereçada a carta. Entre a fórmula de abertura: “agradeço o meu Deus por meio de JEsus Cristo” (Rm 1,8), e o desejo final: “a graça do Senhor Jesus esteja com todos vocÊs” (I Cor. 16,23), se desenvolvem os conteúdos das cartas do Apóstolo. Aquela de São Paulo é uma oração que se manifesta em uma grande riqueza de formas que vão desde o agradecimento à benção, do louvor ao pedido de intercessão, do hino à súplica: uma variedade de expressões que demonstra como a oração envolva e penetre todas as situações da vida, sejam aquelas pessoais, sejam aquelas das comunidade às quais se dirige.
Um primeiro elemento que o apóstolo quer nos fazer compreender é que a oração não deve ser vista como uma simples obra boa feita por nós para Deus, uma ação nossa. É, antes de tudo, um dom, fruto da presença viva, vivificante do Pai e de Jesus Cristo em nós. Na carta aos Romnanos, escreve: “Do mesmo modo, o Espírito Santo vem em auxílio à nossa fraqueza: não sabemos, de fato, como rezar em modo conveniente, mas o Espírito mesmo intercede com gemidos inefáveis (8,26). E sabemos como é verdadeiro o que diz o Apóstolo: “Não sabemos como rezar em modo conveniente”. Queremos rezar, mas Deus está distante, não temos as palavras, a linguagem para falar com Deus, nem mesmo o pensamento. Podemos somente nos abrir, colocar o nosso tempo à disposição de Deus, esperar que Ele nos ajude a entre em verdadeiro diálogo. O apóstolo diz: exatamente essa falta de palavas, essa ausência de palavras, e também o desejo de entrar em contato com Deus, é a oração que o Espírito Santo não somente entende, como leva, interpreta diante de Deus. Exatamente essa nossa fraqueza se torna, através do Espírito Santo, verdadeira oração, verdadeiro contato com Deus. O Espírito Santo é quase um intérprete que faz com que Deus entenda aquilo que queremos dizer.
Na oração nós experimentamos, mais que em outras dimensões da existência, a nossa fraqueza, a nossa pobreza, o nosso ser criaturas, porque somos colocados diante da Onipotência e da transcendência de Deus. E quanto mais progredimos na escuta e no diálogo com Deus, para que a oração se torne o respiro cotidiano da nossa alma, mais percebemos a dimensão do nosso limite, não somente diante das situações concretas de cada dia, mas também em relação ao próprio relacionamento com o Senhor. Cresce então em nós, a necessidade de confiar, de confiarmo-nos sempre mais a Ele; compreendemos que “não sabemos…como rezar de modo conveniente” (Rom 8,26). E é o Espírito Santo que ajuda a nossa incapacidade, ilumina a nossa mente e esquenta o nosso coração, guiando o nosso dirigir-se a Deus. Para São Paulo, a oração é, sobretudo, o agir do Espírito Santo na nossa humanidade, que se encarrega da nossa fraqueza e transforma-nos de homens ligados às realidades materiais em homem espirituais. Na primeira Carta aos Coríntios diz: “Agora, nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito de Deus para conhecer aquilo que Deus nos deu. Desta nós falamos, com palavras não sugeridas pela sabedoria humana, mas sim, ensinadas pelo Espírito, exprimindo coisas espirituais em termos espirituais” (2,2-12). Com o seu habitar na nossa fragilidade humana, o Espírito Santo nos transforma, intercede por nós, nos conduz às alturas de Deus (Rom 8,26).
Com essa presença do Espírito Santo se realiza a nossa união a Cristo, já que se trata do Espírito do Filho de Deus, no qual nos tornamos filhos. São Paulo fala do Espírito de Cristo (Rom 8,9), não somente do Espírito de Deus. É obvio: se Cristo é o Filho de Deus, o seu Espírito é também Espírito de Deus e assim, se o Espírito de Deus, Espírito de Cristo, se torna já muito próximo a nós no Filho de Deus e no Filho do Homem, o Espírito de Deus se torna também espírito humano e nos toca; podemos entrar na comunhão do Espírito. É como se disesse que não somente Deus Pai se fez visível: na Encarnação do Filho, mas também o Espírito de Deus se manifesta na vida e na ação de Jesus, de Jesus Cristo, que viveu, foi crucificado, morreu e ressuscitou. O Apóstolo recorda que “ninguém pode dizer “Jesus é o Senhor”, se não sob a ação do Espírito Santo” (I Cor 12,3). Portanto, o Espírito orienta o nosso coração a Jesus Cristo, de modo que não sejamos mais nós a viver, mas Cristo a viver em nós” (Gal 2,20). Nas suas Catequeses sobre os Sacramentos, refletindo sobre a Eucaristia, Santo Ambrósio afirma: “Quem se inebria do Espírito, está enraizado em Cristo” (5,3.17: PL 16, 450).
E gostaria agora de evidenciar três consequências da nossa vida cristã quando deixar operar em nós não o Espírito do mundo, mas o Espírito de Cristo como princípio interior de todo o nosso agir.
Antes de tudo, com a oração animada pelo Espírito, somos colocados em condição de abandonar e superar todo medo e escravidão, vivendo a autêntica liberdade dos filhos de Deus. Sem a oração que alimenta cada dia o nosso ser em Cristo, em uma intimidade que cresce progressivamente, nos encontramos na condição descrita por São Paulo na Carta aos Romanos: não fazemos o bem que queremos, mas sim, o mal que não queremos(Rom 7,19). E esta é a expressão de alienação do ser humano, de destruição da nossa liberdade, para as circunstâncias do nosso ser para o pecado original: queremos o bem que não fazemos e fazemo aquilo que não queremos, o mal. O Apóstolo quer fazer entender que não é a nossa vontade a liberar-nos desta condições e nem mesmo a Lei, mas sim, o Espírito Santo. E já que, “onde está o Espírito do Senhor, está a liberdade” (II Cor 3,17),com a oração experimentamos a liberdade doada pelo Espírito: uma liberdade autêntica, que é liberdade do mal e do pecado, para o bem e para a vida, para Deus. A liberdade do Espírito, continua São Paulo, não se identifica nunca com a libertinagem, nem com a possibilidade de fazer a escolha pelo mal, mas sim, com o fruto do Espírito que é amor, alegria, paz, magnamidade, benevolência, bondade, fidelidade, mansidão e domínio de si” (Gal 5,22). Esta é a verdadeira liberdade: poder realmente seguir o desejo do bem, da verdaeira alegria, da comunhão com Deus e não ser oprimido pelas circunstâncias que nos pedem outras direções.
Uma segunda consequência se verifica na nossa vida quando deixamos agir em nós o Espírito de Cristo é que o relacionamento com o próprio Deus se torna tão profundo ao ponto de não ser corrompido por nenhuma realidade ou situação. Compreendemos então que com a oração não somos liberados das provas ou dos sofrimentos, mas podemos vivê-los em união com Cristo, com os seus sofrimentos, na expectativa de participar também da sua glória (Rom 8,17). Muitas vezes, na nossa oração, pedimos a Deus de sermos liberados do mal físico e espiritual, e o fazemos com grande confiança. Todavia, frequentemente temos a impressão de não sermos ouvidos e então caímos no risco de nos desencorajarmos e de não perseverar. Na realidade, não existe grito humano que não escutado por Deus e exatamente na oração constante e fiel, compreendemos com São Paulo que os sofrimentos do tempo presente não impedem a glória futura que será revelada em nós (Rom 8,18). A oração não nos isenta da prova ou dos sofrimentos, mas – diz São Paulo - nós gememos interiormente esperando a adoração de filhos, a redenção do nosso corpo” (Rom 8,26); ele diz que a oração não nos isenta do sofrimento, mas a oração nos permite vivê-lo e enfrentá-lo com uma força nova, com a mesma confiança de Jesus, o qual – segundo a carta aos hebreus – “nos dias da sua vida terrana ofereceu orações e súplicas com fortes gritos e lágrimas, a Deus que podia savá-lo da morte e, pelo seu pleno abandono, foi ouvido” (5,7). A resposta de Deus Pai ao Filho, aos seus fortes gritos e lágrimas, não foi a libertação dos sofrimentos, da cruz, da morte, mas foi uma realização muito maior, uma resposta muito mais profunda; através da cruz e da morte, Deus respondeu com a ressurreição do Filho, com a nova vida. A oração animada pelo Espírito Santo leva-nos também a viver cada dia o caminho da vida com suas provas e sofrimentos, na plena esperança, na confiança em Deus que responde como respondeu a seu Filho.
E, terceiro, a oração do fiel se abre também às dimensões da humanidade e de toda a criação, tomando a ardente expectativa da criação, colocada em direção à revelação dos filhos de Deus (Rom 8,19). Isso significa que a oração, sustentada pelo Espírito de Cristo que fala no íntimo de nós mesmos, não fica nunca presa em si mesma, não é somente uma oração por mim, mas se abre à divisão dos sofrimentos do nosso tempo, dos outros. Se torna intercessão pelos outros, e assim liberação de mim, canal de esperança para toda a criação, expressão daquele amor de Deus que foi derramos sobre os nosso corações por meio do Espírito que nos foi dado (Rom 5,5). E exatamente esse é um sinal de verdadeira oração, que não se encerra em nós mesmos, mas se abre aos outros e assim me libera, assim ajuda a redenção do mundo.
Queridos irmãos e irmãs, São Paulo nos ensina que na nossa oração devemos abrir-nos à presença do Espírito Santo, o qual reza em nós com gemidos inexprimíveis, para levar-nos a aderir a Deus com todo o nosso coração e com todo o nosso ser. O Espírito de Cristo se torna a força da nossa oração “fraca”, a luz da nossa oração “apagada”, o fogo da nossa oração “árida”, doando-nos a verdadeira liberdade interior, ensinando-nos a viver enfrentando as provas da existência, na certeza de não estarmos sós, abrindo-nos aos horizontes da humanidade e da criação ” que geme e sofre as dores de parto” (Rom 8,22).
Obrigado!

Bento XVI envia mensagem para novo presidente francês 16/05/2012
François Hollande tomou posse como novo presidente da França nesta terça-feira, 15 de maioO Papa Bento XVI enviou uma mensagem ao novo presidente da França, François Hollande, que tomou posse nesta terça-feira, 15.
No telegrama, o Papa deseja que a França, tanto diante da Europa quanto da comunidade internacional, seja um percurso de “paz e solidariedade ativa na busca pelo bem comum, pelo respeito pela vida e pela dignidade de cada pessoa e de todos os povos”.
O Santo Padre reza ainda para que o presidente francês possa, com a ajuda de Deus e “no respeito às nobres tradições espirituais e morais do país”, “atingir com coragem os objetivos de edificação de uma sociedade sempre mais justa e fraterna, aberta ao mundo e a solidariedade para com as nações mais pobres”.
O Pontífice conclui sua mensagem concedendo ao presidente Hollande e a todos os franceses sua benção apostólica.
Programa da visita do Papa a Milão 16/05/2012
Confira a programação da Visita Pastoral do Papa Bento XVI à Arquidiocese de Milão para o 7º Encontro Mundial das Famílias
Sexta-feira, 1° de junho de 2012
16h Partida do aeroporto Roma-Ciampino para Milão-Linate.
17h Embarque de helicóptero do aeroporto de Milão-Linate.
17h30 Encontro com cidadãos na Praça Duomo de Milão – Discurso do Santo Padre
19h30 Concerto em honra ao Santo Padre e às delegações oficiais do encontro Mundial das Famílias
no Teatro alla Scala de Milão – Discurso do Santo PadreSábado, 2 de junho
08h Santa Missa privada na Capela do Arcebispo de Milão
10h Celebração da Hora Média no Duomo de Milão – Meditação do Santo Padre e Veneração das Relíquias do Santo na Cripta de São Carlos
11h15 Encontro com os crismados no Estádio “Meazza” em São Siro – Discurso do Santo Padre e recitação do Angelus Domini.
17h Encontro com as autoridades na Sala do Trono do Arcebispo de Milão – Discurso do Santo Padre
20h30 Festa dos Testemunhos no Parque de Bresso – Intervenção do Santo PadreDomingo, 3 de junho
10h Celebração Eucarística no Parque de Bresso – Homilia do Santo Padre
- Recitação do Angelus Domini – Palavras do Santo Padre
13h15 Almoço com os Cardeais, Bispos e algumas famílias da Arquidiocese de Milão
16h30 Saudação aos Membros da Fundação Famílias 2012 e aos organizadores da Visita na Sala do Trono do Arcebispo de Milão
17h30 Partida do aeroporto de Milão-Linate para Roma.
18h30 Chegada ao aeroporto de Roma-Ciampino e transferência de helicóptero ao Vaticano.
18h45 Chegada de helicóptero ao VaticanoComissão da Verdade toma posse nesta quarta-feira 16/05/2012
O ex-pocurador Geral da República, Claudio Fonteles e os outros seis integrantes da Comissão da Verdade tomam posse nesta quarta-feira, 17 de maio. Nomeado na semana passada pela presidenta Dilma Rousseff, o grupo terá dois anos para apurar violações aos direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar.Segundo informações da Agencia Brasil, os integrantes da comissão foram escolhidos pela própria presidenta a partir de critérios como conduta ética e atuação em defesa dos direitos humanos. Fazem parte da comissão o ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gilson Dipp, o ex-ministro da Justiça José Carlos Dias, o jurista José Paulo Cavalcante Filho, a psicanalista Maria Rita Kehl, o professor Paulo Sérgio de Moraes Sarmento Pinheiro, que participa de missões internacionais da Organização das Nações Unidas (ONU), inclusive a que denunciou recentemente violações de direitos humanos na Síria, e a advogada Rosa Maria Cardoso Cunha – que defendeu Dilma durante a ditadura militar.
Deverão estar presentes à cerimônia de instalação os ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.
A lei que cria a comissão foi sancionada em novembro do ano passado. De acordo com o texto, a comissão tem o objetivo de esclarecer fatos e não terá caráter punitivo. O grupo vai aproveitar as informações produzidas há 16 anos pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos e há dez anos pela Comissão de Anistia.
Após a posse, os membros da comissão vão fazer a primeira reunião para definir a agenda e os planos de trabalho. Também devem escolher o presidente do colegiado
Curso de missiologia ressalta o valor do respeito à diversidade cultural e religiosa 16/05/2012
Acontece no Centro Cultural Missionário (CCM) em Brasília desde o dia 6 e segue até quinta-feira, 17, o 2º Módulo do Curso de Extensão em Missiologia e Animação Pastoral, para leigos, religiosos, diáconos e presbíteros engajados na animação missionária. o objetivo do curso é de capacitar agentes de pastoral para a ação e a animação missionária em suas comunidades, dioceses e projetos além-fronteiras, além de motivar os participantes à causa missionária, através de uma adequada fundamentação bíblica, histórica e teológica.O curso, realizado pelo CCM, em parceria com o Instituto de Filosofia Berthier (Ifibe) de Passo Fundo (RS), reúne quase 30 pessoas de várias regiões do Brasil. O tema deste módulo é “A comunidade em missão”. O professor, mestre em história social, Sérgio Coutinho, abordou o tema “A missão ao longo dos séculos”. Ele falou sobre a história e a visão de missão que a Igreja tem aprendido nesses dois séculos de caminhada, com um resgate dos três modelos missionários que aconteceram no fim do século passado, ainda bastante presentes no Documento de Aparecida (DAp).
O professor Joachim Andrade, mestre em Ciências da Religião e Antropologia Social, abordou o tema “A missão da Igreja e as outras religiões”. Ele realçou a importância de se conhecer a casa do outro mostrando como são as grandes religiões do mundo. Enfatizou que é fundamental haver um diálogo inter-religioso na convivência e enculturação. “Missionário é aquele que vai e, para realizar seu trabalho, precisa adentrar em outras culturas respeitando a manifestação de Deus já presente nessa cultura”, disse ele.
O membro da equipe de trabalho do Conselho Missionário Diocesano (Comidi) da arquidiocese de Curitiba (PR), João de Lima, que participa do curso, concorda com o professor Joachim e aponta a enculturação como um caminho indispensável para o trabalho missionário. “É importante a fala do professor Joachim sobre adentrar culturas, porque ao sair de seu lugar e ir para outros espaços, você precisa saber quem é esse Deus que está presente na cultura, como esse povo se relaciona com Ele. Pode ser estranho para nós, mas para esse povo, esse Deus já se manifestou e tem um significado e importância. Eu não posso fazer um julgamento que esse Deus seja menor”, comentou.
O missionário passsionista, padre João Carlos Pereira, mestre em Ciências da Religião e doutor em Sociologia, foi o responsável pelo tema “A missão de formar novas comunidades”. Ele confrontou a temática desenvolvida pelo padre Joachim, sobre as várias tradições religiosas presentes no mundo, dentre elas o Cristianismo, e como se deve trabalhar a mensagem de Jesus na diversidade religiosa e cultural. Esse foi um ponto desse segundo módulo que marcou profundamente, segundo ele.
“Nós trabalhamos a dimensão missionária das paróquias passando subsídios que possam ajudar os missionários a colocar em prática, nas bases a dimensão missionária tendo como base os três principais documentos da Igreja: DAp, Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), e também o subsídio da Missão Continental. A partir deles estamos estudando a formação de novas comunidades, reestruturação de comunidades antigas nos modelos, nos moldes que nos pedem os documentos da Igreja. Esse foi o propósito desse nosso último módulo: fazer com que as comunidades paroquiais se tornem redes de comunidades que de fato sejam missionárias”. O missionário também falou dos desafios de tornar as comunidades eclesiais mais próximas das pessoas. “O grande obstáculo é que nós ainda temos arraigado um modelo tradicional de Igreja que é centralizador, que concentra a força na mão do padre e suas atividades na Igreja matriz e isso distancia as pessoas. Nós ainda temos muito desse modelo presente na Igreja no Brasil”. E apontou o caminho para fazer mudar esse modelo histórico. “Deve haver um forte empenho dos bispos, dos padres e dos missionários para que aja renovação das paróquias, distribuindo-as em comunidades menores. O ideal é ter métodos teóricos, da formação (ver, julgar e agir) e os métodos espirituais, que é o que nos faz diferente do primeiro e segundo setor da sociedade”.
De acordo com o padre Aluísio da Silva Ramos, da diocese de Nazaré (PE), “a missão de formar novas comunidades passa por caminhos que podem ser trilhados na nova busca que a Igreja está tentando empreitar para o anúncio do Evangelho, respeitando as outras culturas, as outras diversidades religiosas e formando comunidades abertas para a novidade que é Cristo, para nós e para o mundo”. Para ele, o foco na abertura para o mundo e sua diversidade cultural e religiosa é um ponto chave da formação no CCM. “O curso tem despertado em mim o sentimento de ser aberto para a novidade que vem das outras tradições religiosas, do próprio Cristianismo e das outras culturas, sem olhar para essas realidades como ameaçadora, mas como enriquecedora do único projeto de Deus que é vida para todos”.
A irmã Roberta Martins Arias, da Comunidade Missionária Providência Santíssima, que mora em São Paulo (SP), avalia positivamente o curso e diz que vai levar para a prática o que aprendeu aqui ao longo desses onze dias de formação. “Para mim é uma experiência importante para eu levar para as bases e fazer crescer cada vez mais todo o trabalho que temos de comunidade, de missão junto ao povo, às comunidades e paróquias. Como membro de uma comunidade de vida que preza pela missão, trabalha com a missão, é importante conhecer as diversas realidades, maneiras de ser Igreja, de poder fazer com que a Missão aconteça. Portanto, todo o trabalho dos assessores, do CCM, é válido e deve ser mais divulgado e se tornar mais conhecido para se expandir cada vez mais para nossa Igreja”, concluiu.
Bispo pede Jornada Mundial da Juventude na África 16/05/2012
O secretário do Pontifício Conselho para a Cultura, dom Barthélemy Adoukonou, natural de Benin, animou a juventude a pedir ao papa Bento XVI uma Jornada Mundial da Juventude (JMJ) na África, depois da edição no Rio de Janeiro, em 2013.No último dia 2 de maio, na Pontifícia Universidade Lateranense de Roma, dom Adoukonou explicou que, depois do Brasil, a África poderia ser o próximo território em acolher os jovens católicos do mundo todo.
“Faremos tudo o que seja possível para impulsionar à juventude a que peça ao Santo Padre que, se nós somos pulmões da humanidade, por que não ser também pulmões da juventude cristã e africana?”
A primeira vez que surgiu o tema de uma JMJ africana foi em Rocca di Papa (Roma), durante um encontro celebrado no final de março, entre o comitê organizador da JMJ de Madrid 2011 e Rio 2013.
Além disso, Bento XVI durante a viagem apostólica a Benin, do dia 18 ao 20 de novembro de 2011, afirmou que a África é o novo continente da esperança, e em numerosas ocasiões indicou que também é o pulmão da humanidade.
“Eu estou muito contente”, afirmou Dom Adoukonou. “É um desafio para futuro. Devemos começar desde já a insistir nisto e convidar o Santo Padre a ter presente a África na próxima escolha”.
Ao ser perguntado sobre o país onde se poderia celebrar o evento, dom Adoukonou indicou que “se tivesse que escolher, seria em Yamoussoukro, capital da Costa do Marfim, que é onde está a réplica da Basílica de São Pedro do Vaticano”.
A Basílica à qual se refere o secretário do Pontifício Conselho para a Cultura é dedicada a Nossa Senhora da Paz. O templo foi consagrado pelo papa João Paulo II no dia 10 de setembro de 1990, é a maior igreja da África, e um dos maiores lugares de culto cristão do mundo.
Livro com a mensagem de Bento XVI para o Dia da Comunicação disponível para download 16/05/2012
“Silêncio e Palavra: caminho de evangelização” é o tema para o próximo 46º Dia Mundial das Comunicações Sociais proposto pelo papa Bento XVI, que será celebrado no dia 20. No pensamento do papa, agora também disponível para download em português (http://www.pccs.va/images/mesa_comun/PDF/brasil-Livreto.pdf), o silêncio não é apresentado simplesmente como uma forma de contraposição a uma sociedade caracterizada pelo fluxo constante e incontrolável de ruídos na comunicação, mas como um elemento necessário de integração.Segundo o papa, o silêncio favorece a dimensão do discernimento e do aprofundamento e pode ser visto como um primeiro grau de acolhimento da palavra. Não há dualidade entre “Silêncio e Palavra”, mas complementaridade entre ambos os termos que, em seu equilíbrio, aumenta o valor da comunicação e torna-as fecundas no serviço da nova evangelização.
“Silêncio e palavra” nos convocam a uma reflexão sobre o silêncio fundador, este que se relaciona irrevogavelmente com a Palavra. Portanto, fazer da comunicação um ato pleno de contato com Deus, com o próximo e com a sociedade exige que antecipadamente instituamos o silêncio como um modo de estabelecer comunhão. “Silêncio e palavra” são recursos que possuem uma base sólida capaz de nos conduzir à comunicação plena.
Para aprofundar o tema, a Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, da CNBB, está encaminhando a todas as arquidioceses e dioceses o livreto para o Dia Mundial das Comunicações, que contém: A mensagem do Papa Bento XVI; Uma reflexão de dom Dimas Lara Barbosa, arcebispo de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, sobre o texto do Papa; Sugestões de como celebrar e comemorar o Dia Mundial das Comunicações, organizadas pela assessora de comunicação da arquidiocese de Vitória, Maria da Luz Fernandes.
Visita do Papa a santuário franciscano é cancelada 14/05/2012
Devido ao mau tempo, a visita programada ao Santuário franciscano de La Verna foi canceladaO mau tempo que atingiu, nesse domingo, 13, a região da Toscana obrigou o Papa Bento XVI a cancelar a visita programada ao Santuário franciscano de La Verna. Não havia condições de segurança e visibilidade suficientes para o vôo de helicóptero do estádio de Arezzo até a área predisposta para a aterrissagem.Consequentemente, Bento XVI antecipou a etapa sucessiva do programa, chegando à cidade de Sansepolcro às 17h15.
No entanto, o discurso que teria proferido aos Frades Menores, às Monjas Clarissas da Toscana e às religiosas residentes em “Chiusi della Verna” foi publicado e autorizado a ser difundido pela Sala de Imprensa da Santa Sé.
No texto, Bento XVI teria lembrado uma importante passagem histórica da vida de São Francisco justamente onde, dois anos antes de sua morte, nele “surgiram os estigmas da gloriosa paixão de Cristo”.
“A Cruz gloriosa de Cristo reassume os sofrimentos do mundo, mas é, sobretudo, sinal tangível do amor, medida da bondade de Deus para com o homem”, destaca o texto.
O discurso do Papa conclui recordando que “o amor por Cristo é a base da vida do Pastor, como também aquela do consagrado; um amor que não tem medo do compromisso e do cansaço”.
E por fim, o Pontífice exorta a “levar este amor ao homem do nosso tempo, frequentemente fechado no próprio individualismo; vocês são sinal da imensa misericórdia de Deus”.
Continuam os preparativos do 2º Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos 14/05/2012
O Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos, que acontece a cada dois anos, está sendo preparado. Este ano será em Curitiba (PR), no colégio Santa Maria da Rede Marista, marcando a segunda edição. A primeira ocorreu em 2010, em Belo Horizonte. Os preparativos começaram em junho do ano passado, e as reuniões estão alinhando a parceria entre a Pontifícia Universidade Católica do Paraná e o Colégio Marista para que possa ter a participação de 500 jovens.Para facilitar a participação dos jovens, este ano manterão o preço de inscrição em 70 reais, com a possibilidade do fundo de solidariedade. Os jovens poderão contribuir solidariamente com aqueles que tenham maior dificuldade e venham de mais longe.
Na última reunião dos coordenadores do EBRUC foi tratado do site do evento, das inscrições (a partir de 1 de junh), que estarão disponíveis no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e da programação que contará com oficinas, mesas de debates e um areópago no qual os jovens debaterão assuntos de interesse para eles e relacionados com o tema “Educação e Cultura: areópagos da missão”, e do lema do encontro “Falamos do que sabemos e testemunhamos o que vimos”.
Na reunião esteve presente a assessora do Setor Universidades da CNBB, irmã Maria Eugenia Lloris Aguado, o assessor da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso, padre Elias Wolff, que na qual mantém diálogo com os pastores de diversas Igrejas com o intuito de que possam participar universitários de outras confissões cristãs. “O encontro, que nasceu com essa intencionalidade de ser ecumênico, terá em sua segunda edição essa finalidade clara do ecumenismo”, disse irmã Eugênia.
A arquidiocese de Curitiba e o Regional Sul 2 da CNBB (Paraná) marcaram presença na reunião, com a participação do padre Alex, responsável pelo Setor Juventude da arquidiocese, e a irmã Helena Berton, que acompanha alguns jovens na Universidade Federal do Paraná.
“Muitos jovens já estão se organizando, realizando atividades de mobilização, divulgando e arrecadando fundos para poderem participar. Uma vez mais, os esforços que são realizados pelo Setor Universidades são para somar, congregar e reunir as diferentes experiências e ações evangelizadoras para que universitários, professores ou agentes de pastoral criem o Setor Universidades em Instituições de Ensino Superior, sejam elas Públicas ou Privadas”, enfatizou a assessora da CNBB, irmã Eugênia.
Sepultado padre Massimo Cenci, ele era subsecretário da Congregação para a Evangelização dos Povos 14/05/2012
Nesta segunda-feira, 14/05, ocorreu na paróquia “Regina Pacis”, em Roma, o funeral do Padre Massimo Cenci, que desde 2001 era o subsecretário da Congregação para a Evangelização dos Povos. Ele faleceu repentinamente na madrugada da última sexta-feira.“Ele era um missionário entusiasmado pela missão”, disse o Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Fernando Filoni, ao se dirigir ao Santo Padre durante a audiência aos participantes da Assembleia anual das Pontifícias Obras Missionárias sexta-feira passada. Bento XVI, por sua vez, fez votos de que o “Senhor o recompense por todo o trabalho realizado em missão e a serviço da Santa Sé”.Padre Massimo Cenci nasceu em 7 de fevereiro de 1944, em Desio. Com a família, mudou-se para a França, onde viveu até 1958. Entrou no Pontifício Instituto para Missões no Exterior em 1964, e foi ordenado sacerdote em 1975. Até 1978 trabalhou no Centro Missionário de Milão como animador vocacional.Em 1979, iniciou a missão no Brasil, primeiro como coadjutor e a partir de 1983 como pároco em Manaus. De 1981 a 1986 lecionou no Instituto Superior de Filosofia, Teologia e Pastoral de Manaus. Em 1983, foi nomeado reitor do seminário da cidade e em 1986 responsável pela Paróquia Menino Jesus de Praga. Com padre Giuliano Frigeni, agora Bispo de Parintins, trabalhou na Pastoral do Povo de Rua com os migrantes do nordeste do Brasil.
Em 1996, tornou-se secretário do Núncio Apostólico no Brasil. Retornou em 2000 à Itália e foi padre espiritual no Colégio Urbano de Propaganda Fide. Em 2001, foi nomeado subsecretário da Congregação para a Evangelização dos Povos.
O falecimento aconteceu justamente depois de haver celebrado seus trinta e sete anos de sacerdócio, ocorrido no dia 10 de maio. Seu companheiro de ordenação, dom Giuliano, havia conversado com ele horas antes de sua morte.
Regina Coeli – Bento XVI – 13/05/2012 13/05/2012
Regina Coeli
Visita Pastoral a Arezzo, La Verna e SansepolcroDomingo, 29 de abril de 2012Queridos irmãos e irmãs!
No término desta celebração litúrgica, a hora da oração mariana nos convida a nos voltarmos espiritualmente diante das imagem de Nossa Senhora do Conforto, guardada na Catedral.
Como Mãe da Igreja, Maria Santíssima quer sempre confortar os seus filhos nos momentos de dificuldade e sofrimento. E esta cidade experimentou muitas vezes o seu materno socorro. Portanto, também hoje, nos confiamos à sua intercessão todas as pessoas e as famílias da vossa comunidade que se encontram em situações de maiores necessidades.Ao mesmo tempo, mediante Maria, invocamos de Deus o conforto moral, para que a comunidade aretina, e toda a Itália, reaja à tentação do desencorajamento e, fortes também pela forte tradição humanística, retomem com decisão a vida da renovação espiritual e ética, que pode somente conduzir a uma autêntica melhor da vida social e civil. Cada um, nisso, pode e deve dar a sua contribuição.
O Maria, Nossa Senhora do conforto, rogai por nós!

Papa convida à solidariedade nos tempos de crise econômica 13/05/2012
O Papa Bento XVI visita neste domingo, 13, a diocese italiana de Arezzo, na região da Toscana. O Santo Padre chegou à localidade por volta das 8h30 (horário local) e, logo após as boas-vindas, dirigiu-se ao Parque de Prato, onde presidiu uma Missa com a presença de mais de 30 mil pessoas.
Na homilia, o Pontífice destacou o testemunho de fé cristã dessa região da Itália, que muitas vezes a distinguiu por sua capacidade de diálogo com as diversas áreas da sociedade, ao longo dos séculos.
“Esta terra, onde nasceram grandes personalidades do Renascimento teve parte ativa na afirmação daquela concepção do homem que marcou a história da Europa, fortalecendo-se com os valores cristãos”, observou o Papa.
Destacando as leituras deste domingo, Bento XVI sublinhou a dimensão do amor a Deus e ao próximo, exortando os fiéis a manterem viva a solidariedade e o acolhimento que sempre marcaram a região.“A Palavra de Deus, que ouvimos, é um forte convite a viver o amor de Deus para com todos, e a cultura destas terras tem entre os seus valores distintivos a solidariedade, a atenção aos mais fracos, o respeito pela dignidade de cada um. O acolhimento que, mesmo em tempos recentes, soubestes dar a quantos vieram em busca de liberdade e de trabalho, é bem conhecido. Sermos solidários com os pobres é reconhecer o projeto de Deus Criador, que fez de todos uma só família”, enfatizou.
Sobre a atual situação de crise econômica e social que também aflige duramente a região da Toscana, o Santo Padre disse que a complexidade dos problemas torna difícil encontrar soluções rápidas e eficazes. Segundo ele, “a atenção aos outros, desde séculos remotos, levou a igreja a solidarizar-se concretamente com quem se encontra em necessidade, partilhando recursos, promovendo estilos de vida mais essenciais, contrastando a cultura do efémero, que iludiu muitos, determinando uma profunda crise espiritual”
Nesse empenho, Bento XVI motivou os fiéis a seguirem o exemplo de São Francisco de Assis, e assim continuarem a ser solidários com quem se encontra em necessidade, superando as “lógicas puramente materialistas, que muitas vezes marcam o nosso tempo e acabam por debilitar o sentido de solidariedade e caridade”.
Após a Missa, antes de recitar o Regina Coeli, o Santo Padre convidou os fiéis a rezarem diante da imagem de Nossa Senhora do Conforto, venerada na Catedral da cidade. O Papa destacou que a Virgem Maria quer sempre confortar os seus filhos nos momentos de dificuldades e de sofrimento e, pediu a intercessão de Nossa Senhora para que toda a Comunidade de Arezzo e de toda a Itália resista à tentação de desanimar perante a crise.
Após a Celebração Eucarística, Bento XVI se dirigiu à Catedral de Arezzo, onde se deteve na capela do Santíssimo Sacramento para um momento de Adoração Eucarística.
À tarde, o Santo Padre visitará o Santuário franciscano na cidade de “La Verna” e, em seguida, visitará Sansepolcro, cidade construída há mil anos em honra das relíquias do Santo Sepulcro e inspirada nos valores da justiça e da paz. O local não recebe a visita de um Papa há 500 anos. Ali Bento XVI terá um encontro com a população, depois regressará ao Vaticano


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